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Excluindo o ganho extraordinário resultante da OPS da Martifer, o lucro líquido da Mota-Engil alcançou 13,2 milhões de euros nos primeiros seis meses de 2007, o que representa uma subida de 13,3% face aos 11,6 milhões de euros verificados no mesmo período do ano anterior, afirma um comunicado da Mota-Engil divulgado esta madrugada através da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
No documento, a construtora sublinha que as contas consolidadas relativas ao primeiro semestre “foram elaboradas tendo em conta a alteração do método de consolidação da área de negócios concessões de transportes, passando do método de integração por equivalência patrimonial para o método da integração proporcional, na sequência do acordo estabelecido com o Grupo BES, que permite o controlo partilhado com esta entidade.”
Quanto ao volume de negócios, no mesmo semestre em análise, este totalizou 683,7 milhões de euros, um valor que corresponde a um crescimento de 13% face aos 605,4 milhões de euros obtidos em igual período de 2006.
“E evolução do volume de negócios fica a dever-se sobretudo ao crescimento verificado pelas áreas de negócio indústria e energia (63%) e ambiente e serviços (102%), onde cerca de 63,8 milhões de euros são contributo do segmento da logística”, lê-se no documento, que nota ainda “o contributo de cerca de 48,1 milhões de euros das concessionárias de auto-estradas.”
O EBITDA subiu 91,3% para 127,8 milhões de euros entre Janeiro e Junho, traduzindo-se numa margem EBITDA de 18,7 %, contra os 11% registados no período homólogo de 2006.
“O forte crescimento da margem EBITDA foi possível devido ao contributo da área das concessões de transportes com um EBITDA de 42,3 milhões de euros e ao aumento verificado na área de ambiente e serviços com a introdução das empresas do Grupo Tertire a melhoria apresentada pelo segmento de resíduos”, justifica a construtora.
Já o investimento atingiu no primeiro semestre de 2007 cerca de 109 milhões de euros, um acréscimo de 28 milhões de euros em relação ao mesmo período de 2006, dos quais 78,4 milhões de euros em imobilizado corpóreo e 30,8 milhões de euros em investimentos financeiros.
No primeiro semestre, o endividamento total cifrou-se em 1,76 mil milhões de euros, dos quais 958 milhões de euros são relativos a endividamento sem recurso. Segundo a empresa, “o endividamento sem recurso fica a dever-se na sua maior parte à área de concessões de transportes (924,5 milhões de euros), tendo a área de ambiente e serviços um contributo de 33,4 milhões de euros.”
A carteira de encomendas inverteu tendência nos primeiros seis meses de 2007 e subiu para cerca de 1,7 mil milhões de euros, acrescenta o comunicado.
Estimativas dos analistas As previsões dos analistas consultados pela Reuters apontavam para um lucro líquido na média dos 75,7 milhões de euros, com o lucro líquido ajustado da construtora a situar-se entre os 11 e os 20,5 milhões de euros, com ponto médio nos 14,4 milhões de euros, excluindo o ganho de capital resultante da OPS da Martifer.
Relativamente às estimativas do EBITDA, estas apontavam para a média de 127,4 milhões de euros.
As acções da Mota-engil encerraram ontem a subir 3,13%, a cotar nos 5,28 euros.
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