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A TAP afasta a possibilidade de manter operações na Portela após a construção do novo aeroporto de Lisboa, independentemente da sua localização.
“A minha experiência anterior diz-me que manter dois aeroportos em funcionamento é o maior erro que se pode cometer”, frisou Fernando Pinto, durante um almoço-debate promovido pela Associação Comercial de Lisboa. O presidente da TAP afastou também a hipótese Portela+1, explicando que “nem discutiu” essa questão. A alternativa pode passar pela “manutenção de um pequeno aeroporto de apoio para atrair as ‘low cost’”, um papel que pode caber ao novo terminal de Beja.
“O novo aeroporto tem de ter uma posição estratégica interessante e boas acessibilidades”, explicou, embora tenha voltado a referir que não conhece “a fundo” nem a localização Ota nem a localização Alcochete. “Precisamos de uma nova infra-estrutura hoje. Tenho alguma preocupação com a meta de 2017”, data estimada pelo Governo para a conclusão da construção do novo aeroporto de Lisboa.
Sobre as discussões relativas à localização, Fernando Pinto voltou a apontar que “não participo na questão, quero é uma infra-estrutura que permita ultrapassar os condicionalismos” actualmente existentes na Portela. O presidente da TAP explicou que várias companhias aéreas deixaram de voar para este terminal devido aos constrangimentos e limitações da infra-estrutura, nomeadamente a falta de mangas.
Para contornar o congestionamento da Portela, a TAP tem aproveitado o aeroporto Sá Carneiro, no Porto, como placa giratória para alguns voos de transferência, libertando, assim, tráfego da Portela. “A operação da TAP cresceu 80% nos últimos sete anos e, actualmente, 25% do tráfego total é de longo curso, com ligação, e 40% a 50% dos passageiros transportados são passageiros de ligação”. No entanto, o gestor frisou que a Portela compete directamente com outros ‘hubs’ (aeroportos com transferências) europeus, como Madrid, Paris e até Frankfurt ou Londres e que, por isso mesmo, é necessário um novo aeroporto para manter Lisboa uma cidade competitiva. Solução que contribuirá para que a TAP continue a crescer e a prestar “uma melhor qualidade de serviço”.
“Espero que a localização esteja decidida antes do final do ano”, afirmou Fernando Pinto. Uma expectativa que provavelmente não será cumprida, uma vez que foi encomendado ao Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) um estudo que compara a localização Ota com Alcochete e que tem de estar concluído até 12 de Dezembro. Só depois será analisado pelo Governo, atirando a decisão para o início de 2008. Na próxima semana, a Confederação da Indústria Portuguesa (CIP) deverá entregar a Cavaco Silva e José Sócrates os seus estudos sobre a localização.
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