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O Banco Comercial Português foi o grupo financeiro que pagou menos impostos sobre os seus resultados trimestrais, de entre as instituições financeiras que integram o índice PSI 20. O banco liderado por Jardim Gonçalves reduziu a sua taxa efectiva de IRC de 7,17% para 5,21%, pagando apenas 6,76 milhões de euros de impostos. Uma queda que, segundo a instituição, se deve ao facto de o grupo ter beneficiado de reportes de prejuízos fiscais em exercícios passados, resultantes das aquisições realizadas anteriormente. Além disso, o BCP utilizou benefícios fiscais referentes a dividendos e às actividades desenvolvidas na Zona Franca da Madeira. O Banco Espírito Santo também ganhou eficiência fiscal, diminuindo a sua taxa efectiva de IRC de 16,2% para 14,5%. O imposto que o banco de Ricardo Salgado pagou ao Estado reduziu-se para 13,1 milhões de euros. O Banco BPI foi o único em que a percentagem de impostos sobre lucros cresceu, passando de 10% para 20%. Isto porque a instituição liderada por Fernando Ulrich deixou de beneficiar de um crédito fiscal, o que aumentou para 16,4 milhões de euros o valor a entregar ao fisco.
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