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O indicador do clima económico atingiu no mês passado o valor mais baixo desde Setembro de 2003 e o indicador de actividade económica abrandou em Julho.
Segundo os dados hoje divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), na generalidade da informação quantitativa apresentou em Julho evoluções mais desfavoráveis, indiciando que a melhoria do mês anterior teve um carácter temporário. Em todo o caso, os sinais não são totalmente desfavoráveis.
A mesma fonta acrescenta que o consumo privado desacelerou ligeiramente em Julho, determinado pelo comportamento da componente de bens duradouros, e as expectativas de consumo continuaram a agravar-se. No entanto, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) voltou a desagravar-se em Agosto, o que resultou da recuperação da componente de material de transporte e da menor intensidade de quebra da componente de construção.
Os dados do comércio internacional dão sinais favoráveis para Junho, revelando um novo abrandamento das importações e uma recuperação das exportações. A informação quantitativa de Julho relativa ao mercado de trabalho aponta para um desagravamento, porém as expectativas dos agentes económicos, disponíveis até Agosto, continuaram a deteriorar-se. A inflação foi de 2,6% em Agosto, mais 0,4% do que no mês anterior, induzidos pela aceleração dos preços dos bens, principalmente dos produtos alimentares, e dos serviços. Esta evolução também resultará da difusão do impacto sobre os preços do aumento do IVA de Julho.
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