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Com a renúncia do deputado Severino Cavalcanti (PP-PE), ontem, foi aberto oficialmente o processo de sucessão na presidência da Câmara Federal. "Sou hoje a imagem de muitos companheiros que aqui chegaram sem posses, e daqui vão sair ainda mais pobres, ainda mais devedores", disse Severino ao discursar em uma sessão tumultuada.
Enquanto torce pelo deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e tenta jogar areia nas pretensões de Michel Temer (PMDB-SP) de alcançar a presidência da Câmara, o Palácio do Planalto trabalha desde ontem pela realização das eleições o quanto antes. O governo tenta evitar que a candidatura do deputado Thomaz Nonô (PFL-AL), hoje principal candidato da oposição, ganhe vitalidade entre os partidos da Casa.
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