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"A manifestação continua hoje", declarou à Lusa um dirigente associativo, indicando que alguns agricultores pernoitaram no local da concentração, junto ao parque de feiras e exposições da cidade, onde se mantém centenas de tractores.
Na quarta-feira à noite, os agricultores cortaram durante alguns minutos o Itinerário Principal (IP) 2, à saída de Beja em direcção ao Algarve, sem se registar qualquer incidente com as autoridades.
O corte da via ocorreu durante uma marcha lenta de agricultores, com centenas de tractores, pelas principais artérias da cidade de Beja.
Os protestos de quarta-feira juntaram cerca de dois mil agricultores de vários pontos do país e centenas de tractores e outras viaturas, segundo os promotores.
A manifestação foi convocada pela Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo (FAABA).
Manuel Vieira Duque, agricultor em Nisa (Portalegre), foi um dos que se associou aos protestos e que regressou a casa já de madrugada.
"Este ministro (Jaime Silva) está completamente desfasado da realidade. Tem postura de homem de gabinete e não tem ido aos campos ver o que se passa", disse hoje à Agência Lusa Manuel Duque, um dos impulsionadores da criação de associação de agricultores de Nisa.
Os "homens da terra" prometem manter os protestos em Beja até obterem uma resposta do ministro da Agricultura, Jaime Silva, às suas reivindicações, entre elas a criação de uma linha de crédito de longo prazo que abranja todos os sectores da agricultura e pecuária.
O pagamento de todas as ajudas agro-ambientais até 16 de Outubro e do transporte de palhas e forragens provenientes de outros países europeus são outras das exigências dos agricultores, que querem também que seja accionado o fundo de calamidades contratado nos seguros de colheitas.
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