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Segundo o semanário 'Savana', a operação visa sanear financeiramente a empresa e está a ser seguida pelo Governo de Moçambique e diversas instituições bancárias, credoras da JFS.
A JFS tem alegadas dívidas à banca e ao tesouro moçambicano avaliadas em 28 milhões de euros e, em meados deste ano, terá tentado, sem êxito, negociar a situação com uma instituição bancária portuguesa e um grupo britânico.
Fundado por um português, João Ferreira dos Santos, o grupo mantém actividade em Moçambique há 107 anos, tendo resistido ao processo de nacionalização desencadeado após a independência, em 1975, e à guerra civil que opôs o Governo da FRELIMO à guerrilha da RENAMO, entre 1986 e 1992.
Presente em sete das 11 províncias moçambicanas, o JFS integra 13 empresas, algumas das quais participadas pelo Estado, sobretudo na área da agricultura onde emprega milhares de trabalhadores rurais.
Em Junho deste ano, o Governo designou Augusto Sumburane, director nacional dos Jogos, para coordenador da acção para evitar a falência do grupo.
O jornal 'Savana' avança que o grupo está a vender a maioria do seu capital accionista nas empresas Sociedade Algodoeira do Namialo, Sociedade Algodeira do Niassa, Chá de Magoma, Companhia Agrícola JFS, Citrinos do Chimoio e em duas plantações no país.
O jornal acrescenta que diversos prédios em Nampula (norte), na capital, Maputo, bem como a desactivada fábrica de bicicletas da Matola (sul) estão igualmente à venda.
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