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11 de octubre de 2005
Economia estável não assegura a reeleição
Gazeta Mercantil 12:12 Horas


Para analistas, o debate em 2006 será bipolarizado por crise política e números positivos. As perspectivas econômicas para 2006 serão favoráveis - conforme quadro evidenciado até agora -, porém insuficientes para assegurar por si só um novo mandato ao atual governo.

Vários fatores vão influenciar a tentativa de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas uma coisa é certa na avaliação de vários analistas consultados por este jornal: a questão econômica pode até não condicionar a sucessão presidencial, mas estará no centro do debate na campanha eleitoral do próximo ano, dividindo protagonismo com a questão da ética na política, em decorrência da onda de denúncias de corrupção envolvendo vários partidos e o governo.

Outra unanimidade é a de que a atual política econômica não sofrerá alterações significativas até outubro do ano que vem. "A partir de 1 de janeiro de 2006 o debate será em torno do que fazer com os juros altos, a carga tributária excessiva, o câmbio baixo e a infra-estrutura ruim", afirma o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Sérgio Gomes de Almeida. Para ele, mesmo sem a crise ética, a economia estaria no centro do debate da sucessão eleitoral.

"Continuamos na estaca zero, com os mesmos problemas de quatro anos atrás: câmbio que não remunera bem as exportações, os juros permanecem altos, os tributos são muito pesados e a infra-estrutura deixa a desejar", complementa o economista.

Apesar de reconhecer que a economia está indo bem, o presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Claudio Vaz, ressalta que "a atividade econômica está apenas deslizando para níveis de acomodação mais baixos que os alcançados em 2004".




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